domingo, 13 de janeiro de 2013

Minha trajetória escolar

Postado por Gabriela de Amorim às 20:50

Eu estava aqui lendo o livro "Fala sério, professor!" de Thalita Rebouças e pude fazer uma viagem em minha história de vida! Isso que nem li o livro por completo (ainda)! Foi quando decidi fazer este post, com algumas das memórias que me surgiram diante da leitura da obra citada acima. Vamos lá?

Meus pais se separaram quando eu tinha 3 anos e quando isso ocorreu fiquei morando com minha tia (irmã de meu pai) que também é minha madrinha, seu esposo (meu tio / padrinho) e seus quatro filhos. Logo, assim que pôde, meu pai foi morar conosco. Ficamos em 5 crianças e 3 adultos, morando juntos, até meus 15 anos (mais ou menos, não lembro exatamente a idade agora).
Mas da época em que morei com minha mãe, ou nas vezes em que fui visitá-la (sim, eu tenho uma ótima relação com ela, pois todo mundo na minha infância e juventude me questionava sobre como era nosso relacionamento), eu tenho uma lembrança que também é citada no livro escrito por Thalita! Vou trazer como citação, minha mãe tinha o hábito de fazer:

marias chiquinhas esticadíssimas e puxadíssimas, o que me deixou parecendo uma japa com cara de muffin (nessa época eu tinha o rosto redondinho, era meio bolotinha. Meio bolotinha, uma ova! Uma balofinha, mesmo. E sem esse diminutivo mentiroso). 

É interessante como essa lembrança dos fios de cabelos super puxados ficou na minha memória e aproveitei para deixar a dica, para que ela não "maltratasse" minha irmã também! Brincadeiras a parte, sabemos que essa prática é uma tentativa das mães de deixarem as meninas lindas! Apesar de não saber se a Maria Eduarda (minha irmã) vai lembrar desses momentos, sempre é bom deixar a dica né?

Mas vamos voltar ao foco: minha trajetória escolar! Eu comecei a frequentar uma instituição com 6 anos, no chamado "pré-escolar", aos 7 estava na primeira série. Mas foi aos 8 anos que tive que me mudar de uma escola de bairro, municipal e pequena, para uma escola no centro da cidade, que era estadual. Aqui, eu me apego novamente a obra que estava lendo, por compartilhar dos mesmos sentimentos:

Achei lindo aquele colégio enorrrrme, arborizado, com rampas, escadas, corrimões imponentes, piso brilhante. Senti uma estranha, mas muito bem-vinda vontade de fazer parte daquele universo. Subimos muito. Rampa e mais rampa, escada e mais escada. Lembro que tive a sensação de que ia estudar perto do céu. Enquanto eu, num misto de curiosa e admirada, queria olhar atentamente tudo à volta...

Desse primeiro dia eu tenho algumas lembranças! Fui encaminhada para uma sala, lá a professora parecia uma princesa, de tão suave que era sua voz (infelizmente não me lembro de seu nome). Ela fez a chamada e neste momento, tive que ser muito corajosa! Eu recém entrava na sala (era o segundo ou terceiro dia de aula da turma, pois nós tivemos dificuldades em conseguir matrícula) e precisava me pronunciar, pois meu nome não estava na lista de chamada! Logo, mais uma menina se manifestou! Nós duas fomos então encaminhada para a sala na frente! Ah, essa professora não parecia nada com uma princesa! Estava com uma cara de brava! Sua voz me amedrontava desde o primeiro momento (desta eu lembro o nome e os apelidos que a turma deu a ela hehehehehehehe). Naquela época eu morria de medo dela! Mas hoje eu tento usar minhas memórias e minha vida para tentar entender o que ela vivia!

Na terceira e quarta série a escola optou por fazer um rodízio de professoras. Similar ao que viveríamos a partir da quinta série, só que em menor proporção. Pelo que lembro, tínhamos professores diferentes para Português, Ciências, Estudos Sociais, onde tínhamos uma fascinante tarefa de montar um livro! Engraçado como não me recordo das demais disciplinas! O.o
Lembro muito da professora de português, talvez porque na época era a professora que eu mais gostava! Recordo-me muito como ela era carinhosa! 

A minha professora vivia rindo, fazendo a gente rir, cantando, dando carinho para a gente...

Lembro inclusive de como sua letra era linda e de como caprichava para corrigir nossas atividades, usando sempre uma régua a cada escrita, em todas as ocasiões!
Durante essa fase dos anos iniciais, eu pouco me lembro de ter ido brincar na hora do recreio, não lembro de conversas com nenhum colega. Mas lembro-me do quanto pegavam no meu pé, pois eu usava aparelho ortodôntico e  por vezes me escondia para lanchar, pois os meninos pegavam no meu pé, por causa da "perereca" que eu tirava da boca para poder comer!

Diante dos imensos corredores da escola, outra lembrança é que toda vez que a gente corria no corredor, alguém aparecia do nada, para chamar a atenção! Já nas aulas de artes (uma época chamada também de "educação artística") eu tinha a certeza de que sempre fui uma negação quando o assunto era desenhar. Nem boneco de palitinho eu fazia direito. Mas eu amava pedir para o meu pai desenhar para mim! Ele dizia que não sabia, eu insistia e recebia desenhos lindos! Isso eu me lembro muito bem!


Muitas vezes eu me senti a menina mais burra do mundo durante as aulas... 

Quando o assunto é professor, tenho lá minha identificação com vários pensamentos compartilhados no livro "Fala sério, professor!". E foi essa vida que tive que me fez compreender que os professores são "Gente como a gente". Muito "marmanjo" não entende isso! Pior, ainda, muitos professores, quando assumem o papel de aluno, com a bunda na cadeira, acabam se esquecendo disso! 

Mas apesar de tudo, eu fui sim uma criança! Vivi minha infância e juventude, tive inúmeros dias em que eu ficava revoltada, mas só descontava nas aulas de matemática, física e química! Talvez porque eram as disciplinas que mais me deixavam com uma sensação de frustração! 

Eu lembro que sempre gostei de ouvir os professores e para isso eu criei uma tática. Sentava em alguma das primeiras mesas, no máximo na terceira! Ali os amigos conversadeiros não me atrapalhavam! Claro que tive minha época de fundão! Ah, que maravilha, ligava o botão de off e nem me importava com as baboseiras que tentavam me ensinar já no ensino médio!


Sabe do que eu gostava? Sinceramente? De boicotar os professores! Como? Era fácil! Eu fazia os deveres de casa, mas os meninos não faziam! Então eu chegava e perguntava quem havia feito. Os meninos sempre dispersos, na maioria das vezes esqueciam, ou deixavam de fazer uma ou outra questão. E aí vinha o boicote, emprestava o caderno, para quem não havia feito, que podia copiar antes da aula começar, ou mesmo no recreio, quando a aula era depois do lanche. Tínhamos uma professora, que quando deixávamos de responder uma questão, ela anotava no diário como tarefa incompleta, aí nossa turma se unia, fazíamos troca de questões e acabávamos com o tal de ponto negativo, já que a união se transformou em nosso ponto positivo!

Foi na escola que tive minhas guerras, nada de agressão física, tudo sempre no campo verbal! Mas em 99% dos casos os ânimos exaltados eram entre meninas! Os meninos sempre foram parceiros! Uma vez, minha mãe para me animar me disse que talvez, a raiva que algumas meninas tinham de mim, era devido ao fato de eu ser super amiga dos meninos. Desde aquela época eu já achava os homens menos complicados que as mulheres, mas também paguei o preço. Como adorava usar calça de moletom (e não as roupas justas), cheguei a ouvir comentários de que eu parecia mesmo um menino. Talvez o fato de deu adorar jogar futebol e sempre boicotar o vôlei ajudava também! O fato é que eu era péssima em esportes e tinha consciência disso!

[VOU CONTINUAR MINHAS LEMBRANÇAS EM OUTRO POST, EM OUTRO MOMENTO, PARA NÃO FICAR UM TEXTO CANSATIVO]

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